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Na Netflix: “Um Crime de Mestre” com Anthony Hopkins e Ryan Gosling! O suspense cerebral que vai explodir sua mente e te deixar desnorteado até o fim.

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Tempo de leitura: 5 minutos

Um confronto judicial eletrizante onde a astúcia de um gênio do crime e a ambição de um jovem promotor se encontram, garantindo reviravoltas que desafiam a lógica e a justiça.

Duelos de tribunal sempre fascinaram o público, com promotores determinados a prender criminosos e advogados astutos defendendo seus clientes. O cinema, repleto dessas narrativas, viu Gregory Hoblit apostar nesse gênero com uma abordagem que o diferenciou.

Em meio a tantas histórias com essa configuração, "Um Crime de Mestre" (2007) surge como um thriller que, apesar de usar elementos conhecidos, consegue ser original e instigante. É uma obra que promete prender sua atenção do início ao fim.

O filme, disponível na Netflix, é um verdadeiro suspense cerebral estrelado por Anthony Hopkins e Ryan Gosling, que te deixa desnorteado até o final, conforme detalhado por Giancarlo Galdino.

O Eco de Hannibal Lecter em Anthony Hopkins

A performance de Anthony Hopkins em "Um Crime de Mestre" ressoa com a experiência que o ator adquiriu ao viver um dos psicopatas mais icônicos de Hollywood, Hannibal Lecter, de "O Silêncio dos Inocentes" (1991). Há traços evidentes dessa maestria na composição de seu novo personagem.

Theodore Crawford, o engenheiro aeronáutico interpretado por Hopkins, compartilha com Lecter um gosto peculiar e uma mente brilhante, capaz de manipular as circunstâncias a seu favor. Ambos são figuras que ascendem e se tornam "deuses ex machina", poderosos e acima do bem e do mal.

A razão, para esses personagens, é um conceito maleável, moldado para servir aos seus próprios interesses e objetivos. Essa perspectiva niilista é o que torna Crawford tão enigmático e perigoso, ecoando a sofisticação perturbadora de Lecter.

As semelhanças entre os dois são notáveis desde o início de "Um Crime de Mestre", com Crawford exibindo uma inteligência fria e calculista que o coloca em um patamar de genialidade sombria, um verdadeiro desafio para qualquer um que ouse enfrentá-lo.

O "Crime Sem Arma" e a Sofisticação da Vingança

A trama de "Um Crime de Mestre" se desenrola a partir de um ato de vingança meticulosamente planejado. Theodore Crawford flagra sua esposa, Jennifer, interpretada por Embeth Davidtz, em um beijo com outro homem, desencadeando sua ira calculista.

O confronto entre o casal é um espetáculo de diálogos refinados, escritos por Daniel Pyne e Glenn Gers, que revelam a sofisticação da mágoa e da traição em um ambiente de luxo. Crawford, embora momentaneamente vulnerável, logo demonstra sua natureza fria.

Ele atira na esposa, atingindo uma área vital do cérebro, mas com a intenção de mantê-la viva, uma crueldade ainda maior. O paradoxo surge quando a polícia chega: Crawford confessa o crime, mas a arma desaparece, tornando a acusação um desafio.

Esse é o mote central do suspense cerebral do filme: um crime confesso, mas sem a evidência física crucial. O tenente Robert Nunally, vivido por Billy Burke, se vê diante de um quebra-cabeça intrigante, com o corpo da vítima e a confissão, mas sem a peça fundamental para o caso.

Ryan Gosling, Ambição e a Armadilha Perfeita

Assim como em outras obras do diretor Gregory Hoblit, como "As Duas Faces de um Crime" (1996), "Um Crime de Mestre" apresenta um jovem e ambicioso profissional do direito. Desta vez, Ryan Gosling interpreta William Beachum, um promotor determinado a ascender na carreira.

Beachum, no entanto, subestima a astúcia diabólica de Crawford. As expressões faciais de Gosling capturam perfeitamente a ingenuidade e a arrogância do promotor, que se vê enredado na teia do gênio do crime.

Crawford, com sua inteligência superior, orquestra uma armadilha banal, mas eficaz, pegando Beachum desprevenido. O promotor é enganado pela própria testemunha que arrolara, um dos muitos plot twists que te deixam desnorteado até o final.

Essa reviravolta compromete os planos de Beachum de avançar na carreira e o leva a um romance pragmático com Nikki Gardner, interpretada por Rosamund Pike. Apesar de perder o emprego, sua obstinação o impulsiona a continuar no caso, buscando a redenção.

Essa persistência, característica dos anti-heróis dos filmes noir, oferece a Beachum uma nova chance de incriminar Theodore Crawford. O jogo recomeça, prometendo mais um filme, um convite à reflexão sobre a justiça e a moralidade.

A Parceria que Eleva o Filme a um Clássico Discreto

Se há um trunfo inegável em "Um Crime de Mestre", é a parceria entre Anthony Hopkins e Ryan Gosling. A química em tela entre o veterano, ainda em plena forma como visto em "Meu Pai" (2020), e o jovem ator, cada vez mais maduro, é a espinha dorsal do filme.

A trama do filme de Gregory Hoblit serve como um palco para esses dois talentos brilharem, elevando a narrativa e transformando "Um Crime de Mestre" em um clássico, mesmo que discreto. É uma obra que merece ser redescoberta.

A interação entre Hopkins e Gosling cria um suspense cerebral envolvente, onde cada diálogo e cada olhar adicionam camadas de complexidade à história. É essa dinâmica que mantém o espectador na ponta da cadeira, questionando cada movimento.

Este filme é uma prova da capacidade de grandes atores de transformar uma boa história em algo memorável. Para os fãs de suspense cerebral e atuações impecáveis, "Um Crime de Mestre" na Netflix é uma escolha obrigatória.

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