{"id":5809,"date":"2022-12-23T14:29:16","date_gmt":"2022-12-23T17:29:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.arkaonline.com.br\/blog\/?p=5809"},"modified":"2022-12-23T14:29:16","modified_gmt":"2022-12-23T17:29:16","slug":"inss-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.arkaonline.com.br\/blog\/inss-3\/","title":{"rendered":"STF: INSS sobre receita bruta do empregador rural \u00e9 constitucional"},"content":{"rendered":"<p class=\"estimated-read-time\">Tempo de leitura:<small> 2 minutos<\/small><\/p> <p>Com a finaliza\u00e7\u00e3o do julgamento sobre a constitucionalidade INSS (contribui\u00e7\u00e3o devida \u00e0 seguridade social) sobre receita bruta a receita bruta do empregador rural pessoa jur\u00eddica, resultante da comercializa\u00e7\u00e3o da sua produ\u00e7\u00e3o, o <a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/jurisprudenciaRepercussao\/verAndamentoProcesso.asp?incidente=2585258&amp;numeroProcesso=574706&amp;classeProcesso=RE&amp;numeroTema=69\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">STF<\/a> (Supremo Tribunal Federal) encerrou mais um debate importante para o pa\u00eds. Com isso, fica claro que a cobran\u00e7a dessa taxa \u00e9 legal e deve ser feita de acordo com as regras estabelecidas.<\/p>\n<h2><strong>Origem da demanda judicial<\/strong><\/h2>\n<p>Uma empresa ligada \u00e0 agricultura e pecu\u00e1ria entrou com um pedido junto ao delegado da Receita Federal de Porto Alegre para que fosse dispensada da cobran\u00e7a de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria incidente sobre a produ\u00e7\u00e3o rural, bem como a destinada ao, conforme prev\u00ea a Lei 8.870\/94.<\/p>\n<p>A lei prev\u00ea uma contribui\u00e7\u00e3o sobre a receita bruta da empresa, que deve ser calculada substituindo a contribui\u00e7\u00e3o incidente sobre a folha de sal\u00e1rios. No entanto, segundo a empresa, isso implicaria um &#8220;<em>bis in idem<\/em> tribut\u00e1rio&#8221;, ou seja, uma dupla cobran\u00e7a pelo mesmo fato. A empresa j\u00e1 recolhe as contribui\u00e7\u00f5es PIS e Cofins sobre o faturamento. Alegou ainda, que o tributo s\u00f3 poderia ser criado por meio de lei complementar.<\/p>\n<p>A primeira inst\u00e2ncia da justi\u00e7a determinou que a empresa n\u00e3o \u00e9 obrigada a recolher as contribui\u00e7\u00f5es nos moldes do artigo 25, I, II e 1\u00ba da <a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l8870.htm\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Lei 8.870\/94<\/a>, por\u00e9m deve incidir a contribui\u00e7\u00e3o social como disposto no artigo 22, incisos I e II, da <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l8212cons.htm\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Lei 8.212\/91<\/a>.<\/p>\n<p>As duas partes fizeram uma apela\u00e7\u00e3o e o Tribunal original confirmou a senten\u00e7a. O Governo Federal perdeu o caso e a contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria incidente sobre a receita bruta da comercializa\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o rural \u00e9 inconstitucional.<\/p>\n<p>O Governo Federal disse ao STF que n\u00e3o h\u00e1 problema em usar a mesma base de c\u00e1lculo para o tributo questionado e para a Cofins ou o PIS. Tamb\u00e9m n\u00e3o seria uma quest\u00e3o de criar uma nova fonte de financiamento para a Seguridade Social.<\/p>\n<h2><strong>Caso no STF<\/strong><\/h2>\n<p>Em setembro de 2020, o caso foi analisado pelo ministro Marco Aur\u00e9lio. Ele desproveu o recurso do Governo Federal e votou pela inconstitucionalidade da contribui\u00e7\u00e3o sobre a receita bruta PJ devida \u00e0 seguridade social.<\/p>\n<p>O ministro Alexandre de Moraes votou divergentemente do relator, dando provimento ao recurso do Governo Federal. Ap\u00f3s isso, foi pedido vistas pelo ministro Dias Toffoli.<\/p>\n<h2><strong>Decis\u00e3o final <\/strong><\/h2>\n<p>Na retomada do julgamento, Toffoli acompanhou Moraes para que fosse dada uma seguran\u00e7a ao Governo Federal. No entanto, Toffoli discordou da tese de repercuss\u00e3o geral e sugeriu que fossem fixadas tr\u00eas teses de julgamento.<\/p>\n<p>Tese aprovada pela maioria do STF:<\/p>\n<p><em>&#8220;\u00c9 constitucional, \u00e0 luz dos artigos 195, I, b, e \u00a7 4\u00ba, e 154, I, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, o art. 25, I e II, e \u00a7 1\u00ba, da Lei 8.870\/1994, que instituiu as contribui\u00e7\u00f5es devidas \u00e0 seguridade social pelo empregador, pessoa jur\u00eddica, que se dedique \u00e0 produ\u00e7\u00e3o rural incidente sobre a receita bruta proveniente da comercializa\u00e7\u00e3o da sua produ\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/em><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.arkaonline.com.br\/\"><strong>ARKA Online Contabilidade<\/strong><\/a><\/p>\n<p>Leia tamb\u00e9m: <a href=\"https:\/\/www.arkaonline.com.br\/blog\/icms-2\/\">ICMS deve integrar base de c\u00e1lculo do cr\u00e9dito de PIS e Cofins, decide RFB.<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><small> 2 minutos<\/small> Com a finaliza\u00e7\u00e3o do julgamento sobre a constitucionalidade INSS (contribui\u00e7\u00e3o devida \u00e0 seguridade social) sobre receita bruta a receita bruta do empregador rural pessoa jur\u00eddica, resultante da comercializa\u00e7\u00e3o da sua produ\u00e7\u00e3o, o STF (Supremo Tribunal Federal) encerrou mais um debate importante para o pa\u00eds. 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