{"id":8734,"date":"2023-08-20T17:45:14","date_gmt":"2023-08-20T20:45:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.arkaonline.com.br\/blog\/?p=8734"},"modified":"2023-08-20T16:40:08","modified_gmt":"2023-08-20T19:40:08","slug":"a-legitimidade-da-pessoa-juridica-em-recursos-contra-penhora-de-bens-de-socio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.arkaonline.com.br\/blog\/a-legitimidade-da-pessoa-juridica-em-recursos-contra-penhora-de-bens-de-socio\/","title":{"rendered":"A Legitimidade da Pessoa Jur\u00eddica em Recursos Contra Penhora de Bens de S\u00f3cio"},"content":{"rendered":"<p class=\"estimated-read-time\">Tempo de leitura:<small> 1 minuto<\/small><\/p> <p>Em uma decis\u00e3o recente do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (<a href=\"https:\/\/www.stj.jus.br\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">STJ<\/a>), foi estabelecido que a pessoa jur\u00eddica possui legitimidade para recorrer contra a penhora de bens de um s\u00f3cio, mesmo que este n\u00e3o fa\u00e7a parte do polo passivo da a\u00e7\u00e3o. Esta decis\u00e3o \u00e9 relevante, pois destaca o direito da empresa de defender seus pr\u00f3prios interesses sem interferir nos direitos individuais do s\u00f3cio.<\/p>\n<p>O caso em quest\u00e3o teve origem em uma a\u00e7\u00e3o indenizat\u00f3ria. Uma sociedade de prop\u00f3sito espec\u00edfico (SPE) do ramo imobili\u00e1rio foi condenada. Durante a fase de execu\u00e7\u00e3o, o ju\u00edzo determinou a penhora de ativos de uma pessoa jur\u00eddica que fazia parte da sociedade executada. A empresa, por sua vez, recorreu, argumentando que a decis\u00e3o afetava diretamente seus interesses.<\/p>\n<p>O Tribunal de Justi\u00e7a de Roraima (TJRO) inicialmente entendeu que a empresa n\u00e3o tinha legitimidade para contestar a decis\u00e3o. No entanto, ao recorrer ao STJ, a SPE defendeu sua autonomia econ\u00f4mica, jur\u00eddica e financeira em rela\u00e7\u00e3o aos s\u00f3cios. Afirmou que, ao questionar a penhora, estava agindo na defesa de seu pr\u00f3prio interesse.<\/p>\n<p>A ministra relatora, Nancy Andrighi, destacou que a desconsidera\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica, prevista no artigo 50 do C\u00f3digo Civil, visa punir desvios na atividade empresarial, protegendo os interesses dos credores e da sociedade empres\u00e1ria. Ela ressaltou que, para que uma parte possa recorrer de uma decis\u00e3o, \u00e9 necess\u00e1rio que haja um interesse recursal, ou seja, um preju\u00edzo que possa ser revertido com o julgamento do recurso.<\/p>\n<p>A Terceira Turma do STJ reconheceu a legitimidade da SPE e determinou que o TJRO julgasse o recurso apresentado pela empresa. Esta decis\u00e3o refor\u00e7a a autonomia e os direitos das empresas no cen\u00e1rio jur\u00eddico brasileiro, garantindo que possam defender seus interesses de forma justa e equitativa.<\/p>\n<p>Leia: <a href=\"https:\/\/www.arkaonline.com.br\/blog\/suspensao-da-decisao-de-falencia-do-grupo-coesa-ex-oas-pelo-stj\/\">Suspens\u00e3o da Decis\u00e3o de Fal\u00eancia do Grupo Coesa (ex-OAS) pelo STJ<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><small> 1 minuto<\/small> Em uma decis\u00e3o recente do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), foi estabelecido que a pessoa jur\u00eddica possui legitimidade para recorrer contra a penhora de bens de um s\u00f3cio, mesmo que este n\u00e3o fa\u00e7a parte do polo passivo da a\u00e7\u00e3o. Esta decis\u00e3o \u00e9 relevante, pois destaca o direito da empresa de defender seus pr\u00f3prios interesses sem interferir nos direitos individuais do s\u00f3cio. O caso em quest\u00e3o teve origem em uma a\u00e7\u00e3o indenizat\u00f3ria. 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