{"id":9027,"date":"2023-09-27T17:30:47","date_gmt":"2023-09-27T20:30:47","guid":{"rendered":"https:\/\/www.arkaonline.com.br\/blog\/?p=9027"},"modified":"2023-09-27T17:10:17","modified_gmt":"2023-09-27T20:10:17","slug":"stj-define-planos-de-saude-devem-custear-medicamentos-off-label-registrados-na-anvisa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.arkaonline.com.br\/blog\/stj-define-planos-de-saude-devem-custear-medicamentos-off-label-registrados-na-anvisa\/","title":{"rendered":"STJ Define: Planos de Sa\u00fade Devem Custear Medicamentos Off-Label Registrados na Anvisa"},"content":{"rendered":"<p class=\"estimated-read-time\">Tempo de leitura:<small> 2 minutos<\/small><\/p> <p>O Superior Tribunal de Justi\u00e7a (<a href=\"https:\/\/www.stj.jus.br\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">STJ<\/a>) proferiu uma decis\u00e3o un\u00e2nime que marca um precedente significativo na rela\u00e7\u00e3o entre operadoras de planos de sa\u00fade e benefici\u00e1rios. A Quarta Turma do STJ determinou que as operadoras de planos de sa\u00fade s\u00e3o obrigadas a custear tratamentos que utilizem medicamentos prescritos para uso off-label, ou seja, fora das indica\u00e7\u00f5es aprovadas na bula, desde que esses medicamentos estejam devidamente registrados na Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa).<\/p>\n<h2><strong>Contexto do Caso<\/strong><\/h2>\n<p>A delibera\u00e7\u00e3o originou-se de um caso em que uma benefici\u00e1ria de plano de sa\u00fade buscou a justi\u00e7a para garantir o custeio do medicamento antineopl\u00e1sico Rituximabe. Este medicamento foi prescrito para tratar complica\u00e7\u00f5es decorrentes de uma doen\u00e7a autoimune. A operadora do plano recusou-se a cobrir os custos, argumentando que o medicamento n\u00e3o estava inclu\u00eddo no rol de procedimentos e eventos em sa\u00fade da Ag\u00eancia Nacional de Sa\u00fade Suplementar (ANS) e que o uso off-label n\u00e3o estava previsto em contrato.<\/p>\n<h2><strong>Decis\u00e3o Judicial e Implica\u00e7\u00f5es<\/strong><\/h2>\n<p>Contrariando a alega\u00e7\u00e3o da operadora, o STJ e as inst\u00e2ncias ordin\u00e1rias entenderam que o uso off-label do medicamento n\u00e3o constitui um impedimento para a cobertura, mesmo que o tratamento seja considerado experimental. O ministro relator do recurso no STJ, Raul Ara\u00fajo, ressaltou que a jurisprud\u00eancia do tribunal e a Lei 14.454\/2022 admitem, em circunst\u00e2ncias excepcionais, a cobertura de procedimentos ou medicamentos n\u00e3o listados no rol da ANS, desde que respaldados por crit\u00e9rios t\u00e9cnicos e analisados caso a caso.<\/p>\n<p>A Lei 14.454\/2022, mencionada pelo ministro, alterou a Lei dos Planos de Sa\u00fade e estabeleceu que a lista da ANS serve apenas como refer\u00eancia b\u00e1sica para os planos de sa\u00fade. Isso significa que a possibilidade de cobertura n\u00e3o se limita aos tratamentos contemplados nessa lista, abrindo precedente para a inclus\u00e3o de outros tratamentos, desde que devidamente justificados.<\/p>\n<h2><strong>Reflex\u00f5es e Futuro<\/strong><\/h2>\n<p>Esta decis\u00e3o do STJ traz implica\u00e7\u00f5es profundas para os benefici\u00e1rios de planos de sa\u00fade e para as operadoras. Pacientes que necessitam de tratamentos espec\u00edficos e medicamentos off-label podem encontrar respaldo na justi\u00e7a para garantir a cobertura necess\u00e1ria. Por outro lado, as operadoras dever\u00e3o reavaliar suas pol\u00edticas e crit\u00e9rios para a nega\u00e7\u00e3o de cobertura, a fim de evitar pr\u00e1ticas abusivas.<\/p>\n<p>O cen\u00e1rio atual sugere uma evolu\u00e7\u00e3o na legisla\u00e7\u00e3o e na jurisprud\u00eancia que busca equilibrar os direitos dos consumidores e as responsabilidades das operadoras de planos de sa\u00fade. A flexibiliza\u00e7\u00e3o da obrigatoriedade de cobertura, aliada \u00e0 an\u00e1lise criteriosa caso a caso, pode ser um caminho para garantir o acesso a tratamentos inovadores e necess\u00e1rios, sem comprometer a sustentabilidade do sistema de sa\u00fade suplementar.<\/p>\n<p>Para mais informa\u00e7\u00f5es sobre a decis\u00e3o, acesse o ac\u00f3rd\u00e3o no AREsp 1.964.268 e para detalhes sobre a Lei 14.454\/2022, consulte o <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2019-2022\/2022\/lei\/L14454.htm\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">texto integral da lei<\/a>.<\/p>\n<p>Leia: <a href=\"https:\/\/www.arkaonline.com.br\/blog\/garantia-de-cotas-para-pessoas-negras-em-todas-as-fases-de-concurso-da-policia-civil-do-df\/\">Garantia de Cotas para Pessoas Negras em Todas as Fases de Concurso da Pol\u00edcia Civil do DF<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><small> 2 minutos<\/small> O Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) proferiu uma decis\u00e3o un\u00e2nime que marca um precedente significativo na rela\u00e7\u00e3o entre operadoras de planos de sa\u00fade e benefici\u00e1rios. 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