{"id":9960355876,"date":"2024-02-21T09:00:10","date_gmt":"2024-02-21T12:00:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.arkaonline.com.br\/blog\/?p=9960355876"},"modified":"2024-02-17T08:43:25","modified_gmt":"2024-02-17T11:43:25","slug":"tribunal-regional-do-trabalho-invalida-jornada-insalubre-sem-aprovacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.arkaonline.com.br\/blog\/tribunal-regional-do-trabalho-invalida-jornada-insalubre-sem-aprovacao\/","title":{"rendered":"Tribunal Regional do Trabalho Invalida Jornada Insalubre Sem Aprova\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p class=\"estimated-read-time\">Tempo de leitura:<small> 2 minutos<\/small><\/p> <p>A 5\u00aa Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 4\u00aa Regi\u00e3o (RS) estabeleceu um precedente importante ao invalidar o regime de turnos ininterruptos de revezamento adotado por duas empresas do setor de fabrica\u00e7\u00e3o e venda de pneus. As empresas haviam estendido a jornada de trabalho para al\u00e9m do permitido em condi\u00e7\u00f5es insalubres, sem obter a aprova\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria de uma autoridade competente em higiene do trabalho, uma pr\u00e1tica contr\u00e1ria \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o vigente.<\/p>\n<p>A senten\u00e7a inicial, proferida pela ju\u00edza C\u00edntia Edler Bitencourt da 1\u00aa Vara do Trabalho de Gravata\u00ed, foi confirmada de forma un\u00e2nime pela turma julgadora. A ju\u00edza identificou que as empresas aumentaram a jornada de trabalho de seis para oito horas di\u00e1rias e de 36 para 44 horas semanais, sem o devido respaldo legal. A irregularidade foi comprovada por meio de cart\u00f5es-ponto e laudos periciais, evidenciando que um operador de ve\u00edculos estava sendo submetido a essa jornada prolongada de forma habitual, chegando a trabalhar de 10 a 12 dias consecutivos sem descanso.<\/p>\n<p>As consequ\u00eancias da decis\u00e3o foram significativas para as empresas envolvidas, que foram condenadas a compensar o trabalhador afetado, pagando horas extras e outras parcelas de forma solid\u00e1ria. Este caso destaca a import\u00e2ncia do cumprimento das normas trabalhistas, especialmente aquelas que visam \u00e0 prote\u00e7\u00e3o da sa\u00fade e seguran\u00e7a dos trabalhadores em ambientes insalubres.<\/p>\n<p>O desembargador Cl\u00e1udio Ant\u00f4nio Cassou Barbosa, relator do ac\u00f3rd\u00e3o, enfatizou que a pr\u00e1tica de &#8220;negociar sobre o legislado&#8221; n\u00e3o se sustenta quando h\u00e1 uma viola\u00e7\u00e3o clara de normas constitucionais destinadas \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o da sa\u00fade dos trabalhadores. Ele lembrou que o artigo 60 da Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho (CLT), que exige a inspe\u00e7\u00e3o e autoriza\u00e7\u00e3o de autoridade competente para a prorroga\u00e7\u00e3o de jornadas em atividades insalubres, permanece em vigor e deve ser rigorosamente observado.<\/p>\n<p>Este julgamento serve como um lembrete crucial para as empresas sobre a import\u00e2ncia de aderir \u00e0s regulamenta\u00e7\u00f5es trabalhistas, especialmente aquelas que protegem os trabalhadores em condi\u00e7\u00f5es potencialmente prejudiciais \u00e0 sa\u00fade. Al\u00e9m disso, refor\u00e7a o papel do judici\u00e1rio na garantia dos direitos dos trabalhadores e na manuten\u00e7\u00e3o de um ambiente de trabalho seguro e justo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><small> 2 minutos<\/small> A 5\u00aa Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 4\u00aa Regi\u00e3o (RS) estabeleceu um precedente importante ao invalidar o regime de turnos ininterruptos de revezamento adotado por duas empresas do setor de fabrica\u00e7\u00e3o e venda de pneus. As empresas haviam estendido a jornada de trabalho para al\u00e9m do permitido em condi\u00e7\u00f5es insalubres, sem obter a aprova\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria de uma autoridade competente em higiene do trabalho, uma pr\u00e1tica contr\u00e1ria \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o vigente. 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