{"id":9960356615,"date":"2024-05-24T12:00:15","date_gmt":"2024-05-24T15:00:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.arkaonline.com.br\/blog\/?p=9960356615"},"modified":"2024-05-23T20:12:12","modified_gmt":"2024-05-23T23:12:12","slug":"motorista-despedido-durante-aposentadoria-por-invalidez-deve-ser-reintegrado-e-indenizado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.arkaonline.com.br\/blog\/motorista-despedido-durante-aposentadoria-por-invalidez-deve-ser-reintegrado-e-indenizado\/","title":{"rendered":"Motorista Despedido Durante Aposentadoria por Invalidez Deve Ser Reintegrado e Indenizado"},"content":{"rendered":"<p class=\"estimated-read-time\">Tempo de leitura:<small> 2 minutos<\/small><\/p> <p>A <a href=\"https:\/\/www.trt4.jus.br\/portais\/trt4\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">5\u00aa Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 4\u00aa Regi\u00e3o<\/a> (RS) determinou que um motorista, demitido durante sua aposentadoria por invalidez, deve ser reintegrado ao emprego e ao plano de sa\u00fade da empresa, al\u00e9m de receber uma indeniza\u00e7\u00e3o de R$ 20 mil por danos morais. A senten\u00e7a inicial foi proferida pela ju\u00edza Fernanda Schuch Tessmann, da 2\u00aa Vara do Trabalho de Gravata\u00ed.<\/p>\n<h4>Hist\u00f3rico de Sa\u00fade do Trabalhador<\/h4>\n<p>O autor da a\u00e7\u00e3o foi aposentado por invalidez devido a uma s\u00e9rie de problemas de sa\u00fade graves, incluindo hepatite, hipertens\u00e3o, insufici\u00eancia renal cr\u00f4nica, dist\u00farbios da fala, dist\u00farbio da v\u00e1lvula mitral e perda da vis\u00e3o. Al\u00e9m disso, ele sofreu um acidente vascular cerebral (AVC), complicando ainda mais seu estado de sa\u00fade.<\/p>\n<h4>Fundamenta\u00e7\u00e3o da Decis\u00e3o<\/h4>\n<p>Segundo os desembargadores, a demiss\u00e3o do motorista foi ilegal, pois o contrato de trabalho estava suspenso devido \u00e0 aposentadoria por invalidez. A rescis\u00e3o foi considerada discriminat\u00f3ria, pois foi motivada pelas doen\u00e7as do trabalhador, que suscitam estigma e preconceito. O aux\u00edlio-doen\u00e7a, que havia sido concedido por cerca de um ano e tr\u00eas meses, foi convertido em aposentadoria por incapacidade permanente em mar\u00e7o de 2022. Em dezembro do mesmo ano, o trabalhador foi informado sobre a rescis\u00e3o sem justa causa, sem receber as verbas rescis\u00f3rias e sendo desligado do plano de sa\u00fade.<\/p>\n<p>No primeiro grau, a ju\u00edza Fernanda Tessmann destacou que a aposentadoria por incapacidade permanente \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o prec\u00e1ria e pode ser revista a qualquer momento caso o trabalhador recupere sua capacidade laboral. Com base no artigo 475 da CLT, a magistrada declarou nula a rescis\u00e3o, determinando a reintegra\u00e7\u00e3o do reclamante ao trabalho e ao plano de sa\u00fade, enquanto perdurar a aposentadoria por incapacidade permanente ou at\u00e9 que ocorra outra causa de extin\u00e7\u00e3o do contrato.<\/p>\n<h4>Conduta Discriminat\u00f3ria<\/h4>\n<p>A ju\u00edza Tessmann considerou o ato de demiss\u00e3o discriminat\u00f3rio, fundado nas graves doen\u00e7as apresentadas pelo empregado. Com base na S\u00famula n\u00ba 443 do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e no artigo 187 do C\u00f3digo Civil, a empregadora foi condenada a pagar uma indeniza\u00e7\u00e3o de R$ 20 mil por danos morais.<\/p>\n<h4>Recurso e Manuten\u00e7\u00e3o da Senten\u00e7a<\/h4>\n<p>O grupo econ\u00f4mico recorreu da senten\u00e7a para o Tribunal Regional do Trabalho da 4\u00aa Regi\u00e3o. A relatora do caso, desembargadora Vania Mattos, criticou severamente a conduta dos empregadores, classificando-a como anti\u00e9tica e discriminat\u00f3ria. A desembargadora destacou que a aposentadoria por incapacidade permanente pode ser revertida, e o trabalhador pode retomar o contrato de trabalho em uma fun\u00e7\u00e3o compat\u00edvel com sua condi\u00e7\u00e3o de sa\u00fade.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o de primeiro grau foi mantida, com a participa\u00e7\u00e3o dos desembargadores Rejane de Souza Pedra e Cl\u00e1udio Ant\u00f4nio Cassou Barbosa. Ainda cabe recurso da decis\u00e3o para o Tribunal Superior do Trabalho (TST).<\/p>\n<p>Esta decis\u00e3o refor\u00e7a a prote\u00e7\u00e3o aos trabalhadores em situa\u00e7\u00f5es de vulnerabilidade e reitera a ilegalidade de demiss\u00f5es discriminat\u00f3rias motivadas por condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade.<\/p>\n<p>Leia tamb\u00e9m: <a href=\"https:\/\/www.arkaonline.com.br\/blog\/auxiliar-de-producao-indenizada-por-acidente-de-trabalho-no-rio-grande-do-sul\/\" rel=\"bookmark\">Auxiliar de Produ\u00e7\u00e3o Indenizada por Acidente de Trabalho no Rio Grande do Sul<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><small> 2 minutos<\/small> A 5\u00aa Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 4\u00aa Regi\u00e3o (RS) determinou que um motorista, demitido durante sua aposentadoria por invalidez, deve ser reintegrado ao emprego e ao plano de sa\u00fade da empresa, al\u00e9m de receber uma indeniza\u00e7\u00e3o de R$ 20 mil por danos morais. 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