{"id":9960360524,"date":"2025-05-15T23:34:49","date_gmt":"2025-05-16T02:34:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.arkaonline.com.br\/blog\/possivel-atividade-tectonica-e-detectada-em-venus\/"},"modified":"2025-05-15T23:34:49","modified_gmt":"2025-05-16T02:34:49","slug":"possivel-atividade-tectonica-e-detectada-em-venus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.arkaonline.com.br\/blog\/possivel-atividade-tectonica-e-detectada-em-venus\/","title":{"rendered":"Poss\u00edvel atividade tect\u00f4nica \u00e9 detectada em V\u00eanus"},"content":{"rendered":"<p class=\"estimated-read-time\">Tempo de leitura:<small> 3 minutos<\/small><\/p> <p> [ad_1]<br \/>\n<\/p>\n<div id=\"\">\n<p>Pesquisadores que reanalisaram dados de <strong>mais de 30 anos<\/strong> atr\u00e1s da miss\u00e3o <strong>Magellan<\/strong>, da <a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/tag\/nasa\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">NASA<\/a>, encontraram <strong>fortes ind\u00edcios<\/strong> de que <a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/tag\/venus\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">V\u00eanus<\/a> <strong>pode abrigar atividade tect\u00f4nica at\u00e9 hoje<\/strong>.<\/p>\n<p>O estudo, publicado na revista <em><a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1126\/sciadv.adt5932\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">Science Advances<\/a><\/em>, concentra-se em <a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/tag\/estrutura\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">estruturas<\/a> chamadas <a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/tag\/corona\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">coronae<\/a> \u2014 vastas fei\u00e7\u00f5es quase circulares que se estendem por <strong>dezenas a centenas de quil\u00f4metros<\/strong> na superf\u00edcie venusiana.<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/img.odcdn.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/coronae_venus-1024x576.jpg\" alt=\"Superf\u00edcie em V\u00eanus com coronae\" class=\"wp-image-1117018\" srcset=\"https:\/\/img.odcdn.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/coronae_venus-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/img.odcdn.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/coronae_venus-300x169.jpg 300w, https:\/\/img.odcdn.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/coronae_venus-768x432.jpg 768w, https:\/\/img.odcdn.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/coronae_venus-1280x720.jpg 1280w, https:\/\/img.odcdn.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/coronae_venus-150x84.jpg 150w, https:\/\/img.odcdn.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/coronae_venus.jpg 1500w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" title=\"\"><figcaption class=\"wp-element-caption\">Observa\u00e7\u00f5es das coronae pela miss\u00e3o Magellan, da NASA, incluem, no sentido hor\u00e1rio, a partir do canto superior esquerdo, Artemis Corona, Quetzalpetlatl Corona, Bahet Corona e Fotla Corona (Imagem: NASA\/JPL-Caltech)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-coronae-em-venus\">Coronae em V\u00eanus<\/h2>\n<ul>\n<li>As coronae s\u00e3o entendidas como \u201c<strong>bolhas<\/strong>\u201d geradas quando <strong>plumas de material quente e menos denso<\/strong>, vindas do manto, <strong>empurram a litosfera<\/strong> (crosta e parte superior do manto) <strong>para cima<\/strong>;<\/li>\n<li>Em seguida, a rocha elevada se rompe em <strong>an\u00e9is conc\u00eantricos<\/strong> e se espalha <strong>lateralmente<\/strong>;<\/li>\n<li>Hoje, s\u00e3o conhecidas centenas de coronae em regi\u00f5es onde a litosfera de V\u00eanus est\u00e1 <strong>mais fina<\/strong> e o fluxo de calor, <strong>mais intenso<\/strong>;<\/li>\n<li>Para elucidar como esses relevos se formam, Gael Cascioli, do Goddard Space Flight Center e da Universidade de Maryland (EUA), e colegas, combinaram <strong>mapas de gravidade e topografia<\/strong> obtidos pela Magellan com <strong>sofisticados modelos geodin\u00e2micos 3D<\/strong>;<\/li>\n<li>Ao comparar os dados, identificaram <strong>52 de 75<\/strong> coronae cujos perfis de gravidade indicam, sob a superf\u00edcie, <strong>plumas ainda ativas<\/strong> de material quente e ascendente \u2014 clara assinatura de <strong>deforma\u00e7\u00e3o tect\u00f4nica<\/strong>.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Diferentemente da Terra, V\u00eanus <strong>n\u00e3o apresenta placas tect\u00f4nicas articuladas<\/strong>; ainda assim, segundo o estudo, processos an\u00e1logos estariam em curso:<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Subduc\u00e7\u00e3o venusiana<\/strong>: em torno de algumas coronae, a rocha elevada pelo manto espalha-se e empurra o terreno adjacente para baixo, devolvendo material \u00e0 profundidade do manto;<\/li>\n<li><strong>Gotejamento litosf\u00e9rico<\/strong>: por\u00e7\u00f5es mais frias e densas da litosfera perdem sustenta\u00e7\u00e3o e afundam no manto quente, provocando renova\u00e7\u00e3o cont\u00ednua da superf\u00edcie;<\/li>\n<li><strong>Vulcanismo pontual<\/strong>: em outras \u00e1reas, plumas localizadas sob trechos mais grossos da litosfera podem gerar vulc\u00f5es e derrames de lava.<\/li>\n<\/ul>\n<p>\u201cEsses mecanismos mostram que V\u00eanus, apesar das diferen\u00e7as, <strong>pode compartilhar<\/strong>, com a Terra, <strong>processos de reconfigura\u00e7\u00e3o geol\u00f3gica complexos<\/strong>\u201d, <a href=\"https:\/\/www.jpl.nasa.gov\/news\/nasas-magellan-mission-reveals-possible-tectonic-activity-on-venus\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">afirma<\/a> Anna G\u00fclcher, coautora do estudo e especialista em geoci\u00eancias da Universidade de Berna (Su\u00ed\u00e7a).<\/p>\n<p><strong>Leia mais:<\/strong><\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-licoes-para-a-terra-e-missoes-futuras\">Li\u00e7\u00f5es para a Terra e miss\u00f5es futuras<\/h2>\n<p>As coronae <strong>n\u00e3o existem mais<\/strong> na Terra \u2014 teriam existido apenas em um est\u00e1gio muito primitivo, antes do estabelecimento das placas tect\u00f4nicas. Assim, investig\u00e1-las em V\u00eanus pode oferecer uma janela para <strong>compreender<\/strong> os primeiros est\u00e1gios da geodin\u00e2mica do nosso pr\u00f3prio planeta, h\u00e1 bilh\u00f5es de anos.<\/p>\n<p>Os resultados tamb\u00e9m acendem o interesse pela pr\u00f3xima miss\u00e3o <strong>Venus Emissivity, Radio science, InSAR, Topography and Spectroscopy (VERITAS)<\/strong>, gerenciada pelo Jet Propulsion Laboratory e agendada para lan\u00e7amento a partir de <strong>2031<\/strong>.<\/p>\n<p>\u201cOs mapas de gravidade de alta resolu\u00e7\u00e3o que a VERITAS fornecer\u00e1 ser\u00e3o <strong>entre duas e quatro vezes mais detalhados<\/strong> que os da Magellan, permitindo localizar, <strong>com precis\u00e3o<\/strong>, onde os processos tect\u00f4nicos e vulc\u00e2nicos est\u00e3o ativos hoje em V\u00eanus\u201d, explica Suzanne Smrekar, principal investigadora da miss\u00e3o.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de um <strong>radar de abertura sint\u00e9tica<\/strong> para produzir <strong>mapas 3D globais<\/strong>, a VERITAS contar\u00e1 com <strong>espectr\u00f4metro em infravermelho<\/strong> e <strong>sistema de rastreamento por r\u00e1dio<\/strong>.<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"636\" src=\"https:\/\/img.odcdn.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/venus_-1024x636.png\" alt=\"Ilustra\u00e7\u00f5es que retratam v\u00e1rios tipos de atividade tect\u00f4nica que se acredita persistir sob a coroa de V\u00eanus\" class=\"wp-image-1117017\" srcset=\"https:\/\/img.odcdn.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/venus_-1024x636.png 1024w, https:\/\/img.odcdn.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/venus_-300x186.png 300w, https:\/\/img.odcdn.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/venus_-768x477.png 768w, https:\/\/img.odcdn.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/venus_-150x93.png 150w, https:\/\/img.odcdn.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/venus_.png 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" title=\"\"><figcaption class=\"wp-element-caption\">Essas ilustra\u00e7\u00f5es retratam v\u00e1rios tipos de atividade tect\u00f4nica que se acredita persistir sob a coroa de V\u00eanus; o gotejamento e a subduc\u00e7\u00e3o litosf\u00e9rico s\u00e3o mostrados no topo; abaixo, est\u00e3o e dois cen\u00e1rios em que o material de pluma quente sobe e empurra contra a litosfera, potencialmente, impulsionando o vulcanismo acima dele (Imagem: Anna Golcher, CC BY-NC)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>Juntos, esses instrumentos revelar\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 a topografia e a composi\u00e7\u00e3o da superf\u00edcie, mas, tamb\u00e9m, a <strong>estrutura interna do planeta<\/strong> \u2014 informa\u00e7\u00f5es <strong>cruciais<\/strong> para decifrar o mist\u00e9rio de como V\u00eanus, distante dos moldes terrestres, continua a moldar seu relevo de forma din\u00e2mica.<\/p>\n<p>Com a riqueza dos dados da Magellan e a promessa de observa\u00e7\u00f5es mais n\u00edtidas vindas da VERITAS, cientistas esperam <strong>reescrever a hist\u00f3ria geol\u00f3gica<\/strong> de V\u00eanus e <strong>ampliar nosso entendimento<\/strong> sobre os prim\u00f3rdios tect\u00f4nicos da Terra.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p>[ad_2]<br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/2025\/05\/15\/ciencia-e-espaco\/possivel-atividade-tectonica-e-detectada-em-venus\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Acesse link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><small> 3 minutos<\/small> [ad_1] Pesquisadores que reanalisaram dados de mais de 30 anos atr\u00e1s da miss\u00e3o Magellan, da NASA, encontraram fortes ind\u00edcios de que V\u00eanus pode abrigar atividade tect\u00f4nica at\u00e9 hoje. O estudo, publicado na revista Science Advances, concentra-se em estruturas chamadas coronae \u2014 vastas fei\u00e7\u00f5es quase circulares que se estendem por dezenas a centenas de quil\u00f4metros na superf\u00edcie venusiana. Observa\u00e7\u00f5es das coronae pela miss\u00e3o Magellan, da NASA, incluem, no sentido hor\u00e1rio, a partir do canto superior esquerdo, Artemis Corona, Quetzalpetlatl Corona, Bahet Corona e <a href=\"https:\/\/www.arkaonline.com.br\/blog\/possivel-atividade-tectonica-e-detectada-em-venus\/\" class=\"more-link\"><span>Continue lendo<\/span>\u2192<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":9960360525,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"maa_idioma":"","maa_pais":"","footnotes":""},"categories":[1923],"tags":[],"class_list":["entry","author-arka-online-blog","post-9960360524","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-tecnologia"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.arkaonline.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9960360524","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.arkaonline.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.arkaonline.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.arkaonline.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.arkaonline.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9960360524"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.arkaonline.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9960360524\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.arkaonline.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9960360525"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.arkaonline.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9960360524"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.arkaonline.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9960360524"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.arkaonline.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9960360524"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}