{"id":9960360556,"date":"2025-05-16T07:26:12","date_gmt":"2025-05-16T10:26:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.arkaonline.com.br\/blog\/left-handed-girl-critica-do-filme-de-sean-baker-de-anora\/"},"modified":"2025-05-16T07:26:12","modified_gmt":"2025-05-16T10:26:12","slug":"left-handed-girl-critica-do-filme-de-sean-baker-de-anora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.arkaonline.com.br\/blog\/left-handed-girl-critica-do-filme-de-sean-baker-de-anora\/","title":{"rendered":"Left-Handed Girl | Cr\u00edtica do filme de Sean Baker, de Anora"},"content":{"rendered":"<p class=\"estimated-read-time\">Tempo de leitura:<small> 4 minutos<\/small><\/p> <p> [ad_1]<br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Se voc\u00ea n\u00e3o soubesse de antem\u00e3o que\u00a0<em><strong>Left-Handed Girl<\/strong><\/em>\u00a0\u00e9 o primeiro trabalho solo de dire\u00e7\u00e3o de\u00a0<strong>Shih-Ching Tsou<\/strong>, jamais imaginaria isso enquanto assiste ao filme. Esta pequena produ\u00e7\u00e3o de cora\u00e7\u00e3o gigante vem, afinal de contas, com a marca de uma artista. Algu\u00e9m com uma voz pr\u00f3pria. N\u00e3o \u00e9 um acidente \u2013 a cineasta taiwanesa \u00e9 uma colaboradora de longa data de\u00a0<strong>Sean Baker<\/strong>, produzindo filmes como\u00a0<em><strong>Projeto Fl\u00f3rida<\/strong><\/em>\u00a0e\u00a0<em><strong>Red Rocket<\/strong><\/em>\u00a0ao lado do vencedor do\u00a0<strong>Oscar<\/strong>\u00a0por\u00a0<em><strong>Anora<\/strong><\/em>, al\u00e9m de dirigir, junto com ele,\u00a0<em><strong>Take Out<\/strong><\/em>\u00a0em 2004.<\/p>\n<p>Aqui, Baker \u00e9 produtor, montador e roteirista, junto com Tsou, mas talvez o maior efeito de seu nome \u2013 <a href=\"https:\/\/www.omelete.com.br\/oscar-2025\/oscar-2025-sean-baker-quebra-recorde-premios\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">especialmente dado o feito hist\u00f3rico que vimos no \u00faltimo Oscar<\/a> \u2013 venha na hora de vender o projeto para uma distribuidora ocidental, porque na execu\u00e7\u00e3o,\u00a0<em>Left-Handed Girl<\/em>\u00a0\u00e9 sem d\u00favidas fruto de sua diretora. \u00c9 claro que o gosto dos dois respons\u00e1veis pela hist\u00f3ria \u2013 onde acompanhamos as lutas di\u00e1rias, pessoais e financeiras de uma m\u00e3e e suas duas filhas \u2013 \u00e9 semelhante, e Baker \u00e9 um dos melhores artistas quando se trata de dirigir mulheres, particularmente mais jovens, na atualidade, mas \u00e9 f\u00e1cil notar a m\u00e3o da realizadora segurando o iPhone que filmou cada momento desse divertido, emocionante e t\u00e3o cuidadoso trabalho moderno de narrativa.<\/p>\n<p>Esta, no caso, come\u00e7a com o retorno de Shu-Fen (<strong>Janel Tsai<\/strong>) a Taipei. L\u00e1, enquanto sua filha mais velha e rebelde I-Ann (<strong>Ma Shih-yuan<\/strong>) arranja um emprego num estabelecimento question\u00e1vel, ela abre uma lojinha de ramen num mercado noturno. Se as duas vivem momentos de stress, a pequena I-Jing (<strong>Nina Yeh<\/strong>) ainda desfruta da inoc\u00eancia da inf\u00e2ncia, e encontra em seu novo cotidiano \u2013 particularmente nos brinquedos e atra\u00e7\u00f5es do mercado, como a lojinha de Johnny (<strong>Brando Huang<\/strong>), um comerciante bem interessado em Shu-Fen \u2013 novos ambientes, pessoas e coisas para descobrir. Uma dessas descobertas vem na visita \u00e0 casa dos av\u00f3s, onde ela escuta uma vis\u00e3o conservadora e ultrapassada sobre o uso da m\u00e3o esquerda: ela \u00e9 a \u201c<em>m\u00e3o do diabo<\/em>\u201d, e n\u00e3o deve ser usada.<\/p>\n<p>Canhota, I-Jing interpreta a express\u00e3o como uma desculpa para fazer (e pegar) o que bem entender, j\u00e1 que tudo pode ser culpado no coisa-ruim. N\u00e3o foi ela, diz a menina quando questionada, foi\u00a0<em>ele<\/em>. As presepadas da garota rendem as melhores risadas do filme, particularmente quando ela acidentalmente salva uma parente da cadeia, mas a pulsa\u00e7\u00e3o de\u00a0<em>Left-Handed Girl<\/em>\u00a0existe tamb\u00e9m no fim de adolesc\u00eancia revoltado e intenso de I-Ann, uma jovem que trocou notas altas no colegial por uma vida trabalhando cedo devido a raz\u00f5es mais complicadas do que pensam seus ex-colegas. Juntas, as duas criam uma din\u00e2mica energ\u00e9tica que encontra um contraste perfeito no realismo das batalhas de Shu-Fen para manter as faturas, e suas emo\u00e7\u00f5es, sob controle.<\/p>\n<p>O texto de Tsou e Baker usa essas diverg\u00eancias para gerar fa\u00edscas justamente porque enxerga cada uma das protagonistas, independente de suas idades e personalidades, como uma mulher completa, tridimensional e digna da aten\u00e7\u00e3o da c\u00e2mera de smartphone usada para dar a\u00a0<em>Left-Handed Girl<\/em>\u00a0uma caracter\u00edstica t\u00e3o r\u00fastica quanto \u00edntima, algo que \u00e9 potencializado pela dire\u00e7\u00e3o de fotografia superexposta e colorida de\u00a0<strong>Chen Ko-chin<\/strong>\u00a0e\u00a0<strong>Kao Tzu<\/strong>-Hao, assim como pela sensibilidade pop da montagem do pr\u00f3prio Baker. No centro disso tudo est\u00e3o tr\u00eas atua\u00e7\u00f5es cujas vibra\u00e7\u00f5es distintas se encaixam perfeitamente, incluindo um trabalho apaixonante e surpreendente de m\u00edrim Yeh.<\/p>\n<p>Combinados, esses elementos permitem que Tsou traga \u00e0 vida o cheiro e as texturas de uma cidade t\u00e3o fren\u00e9tica e interessante quanto suas novas habitantes.\u00a0<em>Left-Handed Girl<\/em>\u00a0descobre Taipei como um local de pessoas frequentemente preocupadas com dinheiro, expectativas e fam\u00edlia. Num toque particularmente importante da cultura local, a diretora trabalha a fundo a quest\u00e3o unicamente \u2013 e universalmente \u2013 feminina da reputa\u00e7\u00e3o, encontrando nas tr\u00eas mulheres oportunidades de explorar e questionar dogmas impostos unicamente sobre filhas, at\u00e9 mesmo por suas m\u00e3es. Tudo isso ganha ainda mais for\u00e7a com a reta final impactante da hist\u00f3ria, que n\u00e3o termina oferecendo um fechamento perfeito para cada integrante do trio, mas sim reconhecendo a continuidade de suas vidas, ainda cheias de desafios e amores. Estes s\u00e3o encenados atrav\u00e9s de relacionamentos sempre bagun\u00e7ados, e sempre \u2013\u00a0<em>sempre<\/em>\u00a0\u2013 humanos.<\/p>\n<\/div>\n<p><script>\n  window.addEventListener('load', function(){\n    !function(f,b,e,v,n,t,s){if(f.fbq)return;n=f.fbq=function(){n.callMethod?\n      n.callMethod.apply(n,arguments):n.queue.push(arguments)};if(!f._fbq)f._fbq=n;\n      n.push=n;n.loaded=!0;n.version='2.0';n.queue=[];t=b.createElement(e);t.async=!0;\n      t.src=v;s=b.getElementsByTagName(e)[0];s.parentNode.insertBefore(t,s)}(window,\n      document,'script','\/\/connect.facebook.net\/en_US\/fbevents.js');\n    fbq('init', '1022132447830898');\n    fbq('track', \"PageView\");\n  });\n<\/script><br \/>\n<br \/>[ad_2]<br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.omelete.com.br\/filmes\/criticas\/left-handed-girl-critica-cannes-sean-baker-shih-ching-tsou\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Acesse link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><small> 4 minutos<\/small> [ad_1] Se voc\u00ea n\u00e3o soubesse de antem\u00e3o que\u00a0Left-Handed Girl\u00a0\u00e9 o primeiro trabalho solo de dire\u00e7\u00e3o de\u00a0Shih-Ching Tsou, jamais imaginaria isso enquanto assiste ao filme. 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