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O cenário geopolítico sul-americano ganhou contornos de alta tensão neste fim de semana, com a notícia de que o Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) realizará uma reunião de emergência nesta segunda-feira, 5 de fevereiro sobre a Operação Militar dos EUA na Venezuela.
O encontro foi convocado para discutir a recente operação militar dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro em Caracas, um evento de repercussão internacional imediata.
A escalada da crise e a violação de normas de direito internacional levantam questões urgentes sobre a soberania e a estabilidade regional, conforme informações divulgadas pela CNN Brasil.
Reunião Urgente no Conselho de Segurança da ONU
A decisão de convocar a sessão urgente foi anunciada pela presidência rotativa do Conselho, atualmente detida pela Somália. Um porta-voz da Missão Permanente da Somália junto às Nações Unidas informou que a reunião está agendada para a segunda-feira, às 12h do horário de Brasília, com o objetivo de abordar a operação dos EUA contra a Venezuela.
Essa movimentação reflete a gravidade dos acontecimentos e a necessidade de um debate multilateral sobre as implicações da intervenção militar em um país soberano.
A Operação dos EUA e a Captura de Nicolás Maduro
Após seis meses de ameaças e táticas de pressão, os Estados Unidos lançaram uma operação militar na Venezuela no sábado, 3 de fevereiro, resultando na captura do presidente Nicolás Maduro na capital, Caracas. A ação, descrita em detalhes não especificados na fonte, envolveu equipes infiltradas e até mesmo uma réplica de residência, conforme menções da própria CNN Brasil.
A intervenção marca um ponto crítico nas relações entre os dois países e no cenário político da América do Sul.
Reação Internacional e a Posição da ONU
Em resposta à intervenção militar dos EUA, o secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou profundo alarme com a escalada na Venezuela. Em um comunicado divulgado por seu porta-voz, Stéphane Dujarric, Guterres afirmou que, “independentemente da situação na Venezuela, esses acontecimentos constituem um precedente perigoso”.
Ele também enfatizou a importância do pleno respeito ao direito internacional e à Carta da ONU, manifestando preocupação com a falta de observância dessas normas. A China, por sua vez, pediu que os EUA garantam a segurança e libertem Nicolás Maduro, enquanto Equador, Argentina e Peru indicaram que impedirão a entrada de pessoas ligadas ao ex-presidente venezuelano.
Venezuela Condena Ataques e Exige Ações
A Missão Permanente da Venezuela junto às Nações Unidas enviou uma carta a Abukar Dahir Osman, presidente do Conselho de Segurança em janeiro, condenando os ataques armados “brutais, injustificados e unilaterais” dos EUA. A carta venezuelana apresentou quatro exigências claras ao Conselho: uma reunião urgente para discutir a agressão, uma forte condenação dos ataques, a suspensão imediata das operações militares dos EUA e medidas para responsabilizar Washington por “crime de agressão”.
Segundo a carta, as forças militares dos EUA bombardearam alvos civis e militares em Caracas e em outros estados, realizando ataques com helicópteros e aviões no início da manhã de sábado. A Venezuela argumenta que os ataques são um ato flagrante de agressão premeditada, violando “flagrantemente” a Carta da ONU e visando derrubar o governo e impor um “governo fantoche” para saquear os recursos petrolíferos do país.
Apoio à Reunião e Contexto Geopolítico
A realização da reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU conta com o apoio de membros importantes, como a Colômbia, um membro não permanente, e a Rússia, que é um membro permanente do Conselho. Esse apoio reforça a relevância do debate sobre a crise na Venezuela e as ações dos Estados Unidos.
A comunidade internacional observa atentamente os desdobramentos, ciente das possíveis ramificações para a paz e segurança regional e global, especialmente em um contexto onde as normas do direito internacional são postas à prova.
