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Um dos Filmes de Ação Mais Brutais e Épicos dos Últimos Anos Chega à Netflix e Você Precisa Ver: “O Homem do Norte” vai te surpreender! Prepare-se para uma jornada intensa de vingança e destino, onde a mitologia nórdica encontra a maestria cinematográfica de Robert Eggers em uma produção que redefine o gênero.
Nos últimos anos, poucas produções cinematográficas conseguiram unir a grandiosidade épica da mitologia com a visceralidade de um filme de ação como O Homem do Norte. Este longa-metragem aclamado, que mergulha nas profundezas da cultura viking, acaba de desembarcar na Netflix, prometendo uma experiência cinematográfica inesquecível para os assinantes.
Dirigido pelo visionário Robert Eggers, conhecido por sua abordagem única e imersiva, o filme vai muito além de uma simples sequência de cenas de combate. Trata-se de uma obra que explora temas como destino, honra e a busca incessante por justiça, elementos que o destacam no cenário contemporâneo do cinema de ação.
A chegada de O Homem do Norte à plataforma de streaming representa uma oportunidade imperdível de conferir um dos filmes de ação mais marcantes dos últimos anos, sustentado por uma narrativa densa e um visual impressionante.
A Lenda de Amleth: Da Mitologia a Shakespeare
A trama de O Homem do Norte possui raízes profundas na mitologia nórdica, segundo a qual cada indivíduo tem um tempo determinado na Terra para revelar seus talentos e cumprir seu destino. As Nornas, anciãs responsáveis por tecer o fio da vida, simbolizam essa relação inevitável com o destino — elemento explorado com precisão por Eggers.
A história de Amleth, o príncipe guerreiro viking, deriva de uma antiga lenda escandinava que, entre 1599 e 1601, inspirou William Shakespeare na criação de sua obra-prima, “Hamlet”. Em parceria com o poeta islandês Sigurjón Birgir Sigurðsson, conhecido como Sjón, Eggers preserva fonemas e grafias originais, dando autenticidade à jornada de Amleth, que testemunha o assassinato do pai e jura vingança.
O diretor faz poucas alterações na estrutura central do conto, permitindo que a violência atue como um personagem autônomo no eixo narrativo. Essa escolha eleva o filme além do entretenimento convencional, transformando-o em uma reflexão sobre a natureza inexorável da retribuição.
Robert Eggers: Terror, Transe e Beleza Sombria
Robert Eggers já demonstrou sua habilidade em conduzir o espectador por atmosferas de terror psicológico e desajuste mental em obras como “A Bruxa” (2015) e “O Farol” (2019). Em O Homem do Norte, essa assinatura estética é potencializada pelo uso da trilha sonora de Robin Carolan e Sebastian Gainsborough, aliada à fotografia sombria de Jarin Blaschke, resultando em uma experiência sensorial intensa.
Desde a cena inicial, fica evidente que se trata de um trabalho marcante do cinema contemporâneo. A edição de Louise Ford aproxima a visão singular de Eggers do mito de Amleth à clássica versão de “Hamlet” (1948), dirigida e estrelada por Laurence Olivier. A sequência envolvendo Odin e a maldição que paira sobre Amleth se destaca como uma apropriação louvável do imaginário mitológico, evocando feiticeiras e espectros do Hel.
O resultado é uma obra que desafia o espectador, conduzindo-o por um transe de beleza sombria e brutalidade crua — características que consolidam O Homem do Norte como um filme de ação singular e imperdível no catálogo da Netflix.
Performances Memoráveis e o Cumprimento do Destino
O elenco é outro grande destaque da produção. Alexander Skarsgård entrega uma atuação física e emocionalmente intensa como Amleth, levando o personagem ao limite em sua busca por vingança pela morte do pai, o rei Aurvandill, interpretado por Ethan Hawke. Ainda na infância, o jovem Amleth, vivido por Oscar Novak, já demonstra sinais dessa fúria latente.
Ao longo de 137 minutos de imersão total, o príncipe rebelde, ao caminhar inexoravelmente rumo ao destino que escolheu, encontra espaço para o amor — ainda que de forma nada convencional. Olga, a guardiã da Floresta de Bétulas, interpretada por Anya Taylor-Joy, acrescenta profundidade emocional à narrativa, simbolizando um amor entrelaçado à profecia e à fatalidade.
A química entre Skarsgård e Taylor-Joy acrescenta complexidade ao filme de ação, demonstrando que vingança e afeto podem coexistir em uma narrativa épica. O Homem do Norte já está disponível na Netflix e merece ser visto por quem aprecia cinema intenso, autoral e visceral.