Meg Ryan está de volta! ‘O Que Acontece Depois’ é a comédia romântica irresistível da Netflix que você precisa ver agora. Perfeita para um dia sob as cobertas!

Meg Ryan está de volta! ‘O Que Acontece Depois’ é a comédia romântica irresistível da Netflix que você precisa ver agora. Perfeita para um dia sob as cobertas!

Tempo de leitura: 4 minutos

Dirigido e estrelado pela própria Meg Ryan, o filme reúne a eterna rainha da comédia romântica com David Duchovny em um reencontro nostálgico e cheio de charme na Netflix.

A aguardada comédia romântica “O Que Acontece Depois”, que marca o retorno de Meg Ryan à direção e à frente das telas, acaba de estrear na Netflix. O filme é um convite perfeito para quem busca um romance leve e envolvente, especialmente para aqueles dias chuvosos em que tudo que se quer é um bom cobertor e uma história que aqueça o coração.

A trama central gira em torno de Willa e Bill, interpretados por Meg Ryan e David Duchovny, respectivamente. Eles são ex-amantes que se veem presos em um aeroporto por conta de uma nevasca inesperada, criando o cenário ideal para um reencontro que promete mais do que simples atrasos de voo.

A chegada desta comédia romântica à plataforma de streaming oferece aos fãs de Meg Ryan a chance de rever a atriz em seu gênero de maior sucesso, entregando uma narrativa charmosa e repleta de diálogos inteligentes, conforme análise do jornalista e cinéfilo Fernando Machado.

Um reencontro inesperado em meio ao caos

O cenário para o reencontro de Willa e Bill é um aeroporto paralisado, onde a nevasca impede qualquer saída imediata. Willa, com passagem para Boston, e Bill, a caminho de Austin, descobrem que seus voos foram cancelados, forçando-os a dividir o mesmo espaço e, inevitavelmente, o mesmo tempo.

A situação de confinamento cria um ambiente onde a fuga é impossível, restando apenas cadeiras duras e um tempo que parece se estender indefinidamente. A dinâmica entre os dois é inicialmente permeada por uma tensão palpável, típica de ex-amantes que se veem presos em uma circunstância inesperada.

Segundo Fernando Machado, Willa se move pelo terminal buscando soluções práticas, enquanto Bill prefere a imobilidade, observando os painéis de voo. A conversa, então, surge não por nostalgia, mas porque o silêncio se torna mais incômodo do que o próprio passado que os une.

O passado que insiste em bater à porta

À medida que a madrugada avança, o passado do casal começa a emergir. Willa decide abordar a relação que tiveram anos antes e a perda que nunca foi devidamente discutida entre eles. Esse movimento transforma o que era apenas um atraso logístico em um risco emocional significativo.

Bill, por sua vez, recua, não por falta de sentimento, mas por entender que revisitar o passado não resolverá a questão dos voos. No entanto, a lembrança exposta por Willa muda a dinâmica, tornando-os cúmplices forçados de uma conversa sem botão de pausa, onde o incômodo de Bill é visível.

Essa camada emocional adiciona profundidade à comédia romântica, mostrando que, mesmo diante do caos externo, os dramas pessoais continuam a se manifestar. A interação dos personagens é um ponto alto, com ambos navegando por sentimentos complexos em uma situação inusitada.

Humor e vulnerabilidade para quebrar o gelo

Para aliviar a tensão da noite, Willa aposta no humor. Ela imita anúncios de aeroporto e inventa mensagens absurdas, como uma forma criativa de lidar com a espera. Bill, inicialmente resistente, acaba rindo, demonstrando que o sarcasmo também pode ser uma forma de defesa e conexão.

A comédia surge de forma genuína dessa tentativa de aliviar a espera, proporcionando momentos de leveza em meio à situação desafiadora. Contudo, um anúncio real logo devolve a dupla à realidade, confirmando mais atrasos e reforçando a impotência logística que os cerca.

Essa mistura de humor e vulnerabilidade é o que torna “O Que Acontece Depois” uma comédia romântica tão cativante. Meg Ryan e David Duchovny entregam atuações que equilibram perfeitamente a leveza com a profundidade emocional, um dos grandes trunfos do filme.

Novas conexões e um futuro incerto

Com a aproximação do amanhecer, os celulares se tornam um último recurso. Willa tenta escrever para a filha que está prestes a conhecer, mas hesita. Bill, de forma prática e sem cerimônia, oferece ajuda, compartilhando contatos e invadindo o espaço pessoal de Willa, um gesto que muda o jogo.

Dividir um telefone, nesse contexto, significa dividir acesso, confiança e memórias, reabrindo um canal que estava encerrado havia anos. Willa aceita com cautela, consciente do custo de cada concessão em um reencontro tão inesperado e intenso.

À medida que os voos são gradualmente retomados, a pressão muda. Há um prazo, filas e a ameaça de seguir em frente sem resolver completamente o que foi reativado. Bill escreve um número em um cartão e o entrega a Willa, um gesto simples que não promete nada, mas abre a porta para uma escolha futura, deixando o final desta comédia romântica com um toque agridoce de possibilidades.

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